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Counter-Strike: Global Offensive 

ESL fará exames antidoping!

Depois da polêmica envolvendo uso de medicamentos para melhorar a performance na ESL One Katowice 2015, a Electronic Sports League anunciou que fará, pela primeira vez, testes antidoping nos cyber-atletas.

Em parceria com o Nationale Anti Doping Agentur (NADA) e o World Anti Doping Agency (WADA), a ESL realizará exames antidoping na ESL One Cologne de Counter-Strike Global Offensive, que será disputada de 20 a 23 de agosto, em Colônia, na Alemanha.

A decisão de testar os jogadores surgiu após as declarações do ex-jogador do equipe cloud9, Kory “Semphis” Friesen, que admitiu ter utilizado Adderall, um medicamento recomendado para o tratamento de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade, capaz de aumentar a concentração, diminuir o tempo de reação e melhorar os reflexos do usuário, durante a ESL One Katowice, em março deste ano.

“A experiência com o NADA e o WADA irá ajudar a ESL a produzir um programa de prevenção, que irá abranger todos os jogadores participantes nas competições organizadas, hospedadas ou produzidas pela ESL, informou a empresa.

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Semphis admitiu uso de remédio para melhorar performance (Foto: ESL)

De acordo com a ESL, a intenção da companhia não é só coibir o uso de substâncias proibidas, mas também dar o apoio que os jogadores precisam para suportar as pressões física e emocional que a carreira de cyber-atleta demandam.

Caso um jogador precise utilizar medicamentos, como o Adderall, e tenha uma receita legítima, a ESL está disposta a abrir exceções.

“Nós pensamos que a melhor prática será olhar para as organizações desportivas tradicionais, e trabalhar com um sistema de isenções para aqueles que podem apresentar uma receita legítima”, disse a ESL.

Depois da experiência da ESL One Cologne, os testes antidoping poderão ser aplicados também em outras competições promovidas pela ESL, como a Intel Extreme Masters (IEM) e a ESL ESEA Pro League.

O caso de uso de drogas nos e-sports teve destaque mundial nos últimos dias, e outras empresas organizadoras de campeonatos também demonstraram a intenção de fiscalizar os cyber-atletas. A Major League Gaming (MLG) informou que já adota políticas de combate ao uso de drogas ilícitas, tendo como base o WADA. Porém, nunca realizou testes nos competidores.

A Gfinity demonstrou preocupação com o assunto e disse ser a favor dos testes em jogadores

“não apenas para pegar e expor trapaceiros, mas também – e mais importante – para proteger a imagem dos astros de verdade”.

No Brasil já aconteceu alguns boatos sobre jogadores de Counter-Strike 1.6 utilizarem remédios para ter esse tipo de vantagem mas nunca foi provado e as organizações também não demonstraram interesse no assunto, acho que como o acesso a esse tipo de medicamento é fácil, deveria ser fiscalizado também em nosso país.

Texto retirado/traduzido dos sites de notícias HLTV.org e myCNB

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